Primeiramente, faz mais de um ano que eu não posto nada aqui, estava um tanto quanto ocupado com a escola, mas agora que terminei os estudos, e estou desempregado e entediado, resolvi postar.
Estava eu ontem assistindo o CQC, um bom programa, tudo bem, ví uma matéria que falava sobre a violência no Rio de Janeiro, e os acontecimentos recentes, e nela surgiu a discussão sobre a discriminação da maconha, a famosa maria-joana. Durante a matéria o reporter perguntava a opinião de alguns artistas com a seguinte pergunta: "Você acha que com a discriminação da maconha haveria uma queda na violência devido a extinção do tráfico?" não foi exatamente essa a pergunta, mas resume a questão.
Muitos dos entrevistados defendem que com a legalização da maconha ajudaria para acabar com a violência no Rio de Janeiro e no Brasil, e expunham a tese de que se houvesse uma legalização do uso da maconha, os traficantes perderiam mercado para lojas legais e assim, perderiam seu dinheiro, seu poder e sua força, acabando assim com a violência no Rio de Janeiro.
O Reporter também perguntou se os usuários são diretamente responsáveis pela violência, muitos negaram, defendendo que se os usuários pudessem comprar de fontes legais, não haveria violência.
Agora, o que eu não entendo é: Porque essas pessoas não entendem que o problema não é a venda de drogas por traficantes? não entendem que o problema real das drogas, é o vício, que se há milhões de pessoas pobres neste país, que mal tem dinheiro para comprar comida, viciam em uma droga que não podem pagar, por mais baratas que sejam. Assim, essas pessoas que não podem sustentar seus vícios, roubam para sustentar o vício, sim, aquele pé-de-chinelo que roubou teu celular, tua carteira, roubou pra comprar droga, querido pseudo-intelectual.
Todas as drogas, tudo aquilo que altera o seu estado de consciência é prejudicial a sociedade garanto eu, que se não fosse permitido a venda de bebída alcoolica, a violência cairia pelo menos 80%.
Concluindo: nós não vivemos em Amsterdam, não somos ricos como eles, não temos a educação que eles tem, muito menos a sua organização. Talvez um dia, se investirmos em educação, uma pessoa tenha algo na vida alem de um cigarro de maconha.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Quer dizer que, baseado nas afirmações mais que superficiais do publico e do programa pseudo-intelectual CQC, e pelo fato achar que o vício em drogas é o grande problema, como os políticos acham desde o governo Reagan, descarta a possibilidade de implantação de programas para definir se a legalização da maconha pode ou não ser usada contra a luta ineficiente do governo contra os poderes paralelos sustentados pelo trafico. Sinto muito, estudos demonstram que a existência de uma sociedade leva a existência de drogas dentro dela, esse conceito é atemporal, uma sociedade existe durante um período e seus indivíduos descobrem e se viciam em alguma substância que altera o estado mental, podemos ir além, o vício não se trata só de drogas, mas também de ações, como vicio em assistir televisão. Se esse pensamento fosse eficiente nós já teríamos resolvido esse problema, mas insistir no erro é um traço do direitismo do "tiro no próprio pé" da classe média brasileira, algo como achar a 500 anos que problema social é caso de polícia. Eu não gosto quando me assaltam, mas eu acho que por trás do vício há falhas do governo, da sociedade e do próprio indivíduo que me assalta. Tente não ver as coisas unilateralmente...
ResponderExcluir